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De acordo com documentos publicados pro Congresso em Foco, responsável pela modernização do porto de Mariel, construtora presidida por Marcelo Odebrecht repassou R$ 3 milhões a empresa que depois inspecionaria terminal; secretário do Coaf estranha procedimento em negócio que envolve financiamentos do BNDES
A Odebrecht concedeu dois empréstimos para um fornecedor das obras do porto de Mariel, em Cuba, um investimento orçado em US$ 957 milhões, dos quais US$ 692 milhões (R$ 1,52 bilhão) foram financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
De acordo com documentos e informações obtidos pelo Congresso em Foco, dois anos depois de iniciar a modernização do terminal portuário, a construtora presidida por Marcelo Odebrecht fez um empréstimo de R$ 3 milhões à empresa de consultoria de projetos Noronha Engenharia. Em 2013, sem terminar de pagar a dívida, essa empresa assinou um contrato pelo qual receberia mais R$ 3,6 milhões da Odebrecht para certificar a qualidade das estruturas do porto. De acordo com a construtora e com a própria Noronha, o empréstimo de dois anos atrás não foi quitado até hoje.
Questionado sobre as transações, o secretário-executivo do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Ricardo Liáo, achou a situação estranha e merecedora de mais esclarecimentos, para ser afastada qualquer suspeita de “desvio de recursos públicos”.
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