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O governo do extremista Donald Trump anunciou que vai renovar por mais 12 meses o decreto de emergência nacional utilizado em 2025 contra o Brasil sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. A decisão, que será publicada no diário oficial dos Estados Unidos e enviada ao Congresso daquele país nesta quarta-feira (29), trata-se de um ato político meramente formal da Casa Branca. A medida não possui força para impor novas punições financeiras e não tem o poder de restabelecer a tarifa abusiva de 40% que o governo estadunidense tentou aplicar injustamente sobre as exportações brasileiras.
A retaliação comercial contra o Brasil havia sido implementada em 30 de julho de 2025. Contudo, a tentativa de chantagem econômica orquestrada pela extrema direita estadunidense sofreu uma derrota humilhante em fevereiro deste ano, quando a própria Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou a cobrança. Os magistrados do tribunal estadunidense consideraram totalmente ilegal e inválido o uso desse dispositivo legal para punir parceiros comerciais. Diante disso, o ato atual assinado por Donald Trump funciona apenas como um protocolo burocrático para manter de pé o decreto do ano passado, sem gerar qualquer tarifa sobre a produção nacional.
No documento oficial encaminhado para publicação, a gestão de Donald Trump repete a mesma retórica usada em 2025 e ataca as instituições brasileiras para agradar a extrema direita. O governo estadunidense usa falsas narrativas de limitação à liberdade de expressão e de violação de direitos humanos para vitimizar e defender abertamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, seus aliados e membros de sua família. O texto escancara o alinhamento da Casa Branca com os grupos que tentaram desestabilizar a ordem democrática do Brasil nos últimos anos.
As agressões verbais do governo Trump também visam diretamente a Suprema Corte do Brasil. O comunicado ataca a firme atuação da Justiça brasileira contra a disseminação de fake news e o golpismo nas redes sociais, classificando a regulação democrática de conteúdos na internet e a punição a criminosos como suposta censura. O presidente dos Estados Unidos alega sem provas que as medidas tomadas pelas autoridades brasileiras para proteger a soberania e o Estado Democrático de Direito representariam uma ameaça extraordinária aos interesses e à segurança da nação estadunidense.
Para tentar justificar o prolongamento da medida inócua, Donald Trump alegou no aviso que os efeitos da Ordem Executiva 14323 precisam continuar valendo para além de 30 de julho de 2026. Em sua manifestação, o líder republicano declarou formalmente a prorrogação da emergência nacional em relação ao Brasil por mais um período anual. A insistência na narrativa hostil demonstra o inconformismo da extrema direita internacional com a solidez das instituições democráticas do país.
A manutenção do ato puramente simbólico deixa claro o isolamento da estratégia adotada por Donald Trump contra o povo brasileiro. Mesmo impedido por decisao judicial do próprio Judiciário estadunidense de impor sanções econômicas reais ao país, o governante daquele país opta por manter o circo ideológico e desgastar as relações diplomáticas bilaterais na tentativa de dar palanque e socorrer políticos locais investigados pela Justiça brasileira.
Com informações do DCM
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