Retirada de urgência do projeto da 6x1 é classificada por Lindbergh como "erro grave"

Portal Plantão Brasil
16/6/2026 14:30

Retirada de urgência do projeto da 6x1 é classificada por Lindbergh como "erro grave"

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O Palácio do Planalto cedeu à forte pressão do Centrão e promoveu um recuo estratégico que gerou forte insatisfação na ala mais progressista da base aliada. Em uma articulação direta com a cúpula do Congresso, o governo do presidente Lula decidiu retirar a urgência constitucional do projeto de lei que regulamenta o fim da escala 6x1 e estabelece a jornada de trabalho de 40 horas semanais. A manobra atendeu a um incômodo explícito do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que se queixava do bloqueio da pauta de votações por conta do prazo de 45 dias da proposta executiva. Com a retirada do mecanismo, o governo destravou a agenda de plenário para outras matérias de interesse dos parlamentares, mas esvaziou o principal instrumento de pressão para garantir o avanço efetivo dos direitos trabalhistas no Parlamento.

A decisão foi duramente criticada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que foi às redes sociais para externar a revolta com a concessão feita ao Centrão. O parlamentar classificou a retirada da urgência como um erro político gravíssimo, apontando que o governo abriu mão voluntariamente de sua maior força de barganha em favor do povo trabalhador. Lindbergh alertou que o recuo do Planalto desarma a mobilização popular e joga o destino da jornada de trabalho nas mãos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O senador é acusado pela esquerda de "sentar em cima" da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do mesmo tema — aprovada pela Câmara em maio —, mantendo-a paralisada na gaveta e sem qualquer prazo de votação.

O plano inicial do Planalto era manter a urgência do projeto de lei justamente para amarrar um cronograma rígido no Senado, forçando Alcolumbre a pautar a redução da jornada sob pena de ver os trabalhos da casa também trancados em 45 dias. No entanto, para contornar essa estratégia, Hugo Motta nomeou o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) como relator com a missão de desidratar o texto do governo, transformando-o em uma mera cópia da PEC e esvaziando a regulamentação protetiva exigida pelo Ministério do Trabalho. Diante do impasse e para evitar um atrito maior com os novos comandantes da Câmara, o governo optou pela conciliação, deixando a classe trabalhadora sem um horizonte concreto para a conquista de mais tempo livre para o descanso e o lazer.

Com informações do Brasil247

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