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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, o "filho 03" do ex-presidente, está prestes a perder seu último vínculo com o Estado brasileiro por pura negligência. A Polícia Federal (PF) publicou nesta segunda-feira uma citação formal em um processo administrativo disciplinar que investiga o abandono de cargo por parte do bolsonarista. O edital precisou ser publicado no Diário Oficial porque Eduardo encontra-se em "lugar incerto e não sabido", fugindo de suas responsabilidades como escrivão da corporação, cargo que ocupa desde 2010, mas que raramente exerceu devido à sua vida parlamentar.
O processo foi aberto no final de janeiro para apurar as faltas injustificadas do ex-parlamentar após o encerramento do seu mandato na Câmara. Eduardo deveria ter se apresentado para trabalhar na delegacia da PF em Angra dos Reis (RJ) logo em dezembro de 2025, mas ignorou a convocação oficial. Segundo as normas do serviço público, a ausência deliberada por mais de 30 dias consecutivos configura abandono de cargo, uma infração gravíssima que tem como punição prevista a demissão a bem do serviço público.
A trajetória de Eduardo Bolsonaro é marcada pelo desprezo ao trabalho legislativo e administrativo. Ele perdeu seu mandato na Câmara dos Deputados justamente por excesso de faltas: foram 59 ausências não justificadas em sessões deliberativas, o que levou à sua cassação automática pelo descumprimento da regra constitucional de presença mínima. Agora, sem o foro privilegiado e sem o salário de deputado, ele tenta manter a estabilidade de servidor federal sem pisar na delegacia, demonstrando o clássico comportamento de quem se sente acima da lei.
Atualmente, o ex-deputado vive uma vida nababesca nos Estados Unidos, para onde mudou-se em fevereiro de 2025 alegando uma fantasiosa "perseguição política". De lá, ele articula com a extrema-direita internacional e o governo Trump tentativas de interferência na soberania brasileira para tentar libertar seu pai da prisão. Essa atuação criminosa no exterior já o tornou alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo, agravando ainda mais sua situação jurídica perante o país que ele diz defender.
A Corregedoria da PF no Rio de Janeiro já determinou o afastamento de Eduardo e a entrega obrigatória de sua arma institucional e carteira funcional. O prazo para que ele apresente sua defesa é de 15 dias, mas sua localização incerta dificulta qualquer tentativa de normalizar sua situação. Para os investigadores, a fuga para o exterior e a recusa em retomar o posto de escrivão são provas contundentes de que o investigado não possui qualquer compromisso com a administração pública brasileira, preferindo o exílio dourado às obrigações do cargo.
O desfecho do processo administrativo pode marcar o fim definitivo da carreira pública de Eduardo Bolsonaro, expondo a face de quem sempre usou o Estado para benefício próprio e da família. Enquanto o clã tenta pintar uma narrativa de martírio, os documentos oficiais revelam apenas um servidor faltoso e um parlamentar relapso que agora foge das consequências de seus atos. A justiça administrativa segue seu curso para garantir que o cargo de escrivão da Polícia Federal não seja usado como cabide de emprego para quem despreza as instituições democráticas.
Com informações do DCM
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