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O sangue inocente volta a jorrar no Oriente Médio. Em mais um capítulo brutal da ofensiva militar coordenada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, uma escola primária na capital Teerã foi reduzida a escombros nesta sexta-feira. A Escola Shahid Hamedani, localizada na Praça Niloufar, é a quarta instituição de ensino a ser atingida em menos de uma semana, escancarando ao mundo a face criminosa de uma guerra que tem como alvo preferencial quem não pode se defender: as crianças. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, expôs a destruição em suas redes sociais, mas o número de vítimas ainda é um fantasma que assombra os escombros.
A conta de sangue infantil já passou de todos os limites civilizatórios. Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) são estarrecedores: das mais de 1,3 mil pessoas mortas nos bombardeios, pelo menos 181 são crianças. Ou seja, uma em cada sete vítimas não tinha idade sequer para pegar em armas. A primeira escola foi atingida no último sábado, na cidade de Minab, onde 160 pequenos inocentes e cinco funcionários foram cruelmente assassinados sob a falsa justificativa de que a área seria uma base militar — versão desmentida por investigação da Al Jazeera com imagens de satélite de mais de uma década.
Diante da pressão internacional, os próprios EUA agora engolem seco e admitem o óbvio. Funcionários do governo norte-americano confessaram à agência Reuters que os militares suspeitam fortemente que foram eles os autores do massacre. O alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Turk, cansado de discursos vazios, exigiu uma investigação "rápida e imparcial". Enquanto isso, o que se vê são salas de aula destruídas e residências vizinhas reduzidas a pó, como mostram as imagens da agência Fars após os bombardeios que atingiram outras duas escolas na cidade de Parand na quinta-feira.
No direito internacional, isso tem nome: crime de guerra. Ataques deliberados contra escolas são uma violação tão grotesca que envergonham a humanidade. A hipocrisia dos que se dizem defensores da democracia e dos direitos humanos silencia diante das lápides em miniatura que se espalham pelo Irã. Enquanto a aliança entre Trump e Netanyahu segue ceifando o futuro, o mundo assiste passivo à lei do mais forte transformar crianças em números e escolas em alvos militares.
How the United States administration is helping the people of Iran!
— Esmaeil Baqaei (@IRIMFA_SPOX) March 6, 2026
??This is another elementary school, Shahid Hamedani School, in Niloufar Sq., Tehran, targeted by the American/Israeli aggressors. pic.twitter.com/Auf0mkVha5