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O governo paraguaio, sob a batuta da direita conservadora, deu um passo perigoso que fere de morte a soberania da América Latina. O Senado do Paraguai aprovou, nesta quarta-feira (4), um projeto de lei entreguista que autoriza o ingresso e a permanência de militares dos Estados Unidos no país. A proposta, que agora segue para a Câmara, garante aos soldados norte-americanos uma blindagem jurídica escandalosa: eles terão imunidade diplomática e permissão para portar armas sem qualquer sujeição às leis paraguaias, transformando o território vizinho em um "puxadinho" militar de Washington.
Este acordo, conhecido pela sigla SOFA, é uma ferramenta clássica da hegemonia dos EUA para manter tropas em solo estrangeiro com privilégios coloniais. Os militares enviados por Donald Trump terão benefícios migratórios totais e, o que é mais grave, a jurisdição penal sobre qualquer crime cometido por eles ficará sob responsabilidade exclusiva dos Estados Unidos. Na prática, se um soldado norte-americano cometer um abuso em solo paraguaio, o povo local não poderá fazer nada, pois a justiça paraguaia foi castrada pelo próprio Senado em favor do império.
A manobra foi articulada pelo senador Javier Zacarías Irún, do direitista Partido Colorado, que usou o discurso cínico de "integração soberana" para justificar a entrega do território. Enquanto a oposição e movimentos sociais denunciam a perda de autonomia e o risco de transformar o Paraguai em uma base de inteligência e intervenção regional, o governo de Santiago Peña acelera o passo para se tornar o principal enclave militar dos EUA no Cone Sul, justamente em um momento de escalada belicista de Trump ao redor do mundo.
O acordo prevê que os militares atuem em áreas de inteligência e treinamento, o que acende o sinal de alerta para a segurança de toda a região, inclusive do Brasil. Ao permitir que tropas estrangeiras operem com imunidade total logo ali na fronteira, o Paraguai se alinha a uma lista de países que abriram mão de sua dignidade jurídica em troca de uma suposta "cooperação" que, historicamente, só resultou em ingerência e desestabilização política. É o ressurgimento da influência nefasta de Washington sobre as instituições latino-americanas.
A submissão paraguaia é um tapa na cara dos projetos de integração regional e um convite para que a doutrina do caos de Donald Trump se instale no quintal de casa. Enquanto o Brasil de Lula busca a autonomia e a paz, o Paraguai do Partido Colorado escolhe o caminho da servidão militar. Se a Câmara dos Deputados ratificar esse absurdo, o Paraguai deixará de ser um vizinho soberano para se tornar uma plataforma de operações dos Estados Unidos, com soldados armados que não respondem a ninguém além do seu próprio comandante no Pentágono.
Com informações do DCM
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