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O jurista Pedro Serrano, uma das vozes mais lúcidas contra o autoritarismo judicial no Brasil, denunciou nesta quinta-feira (5) o retorno tenebroso dos métodos da "Lava Jato" no caso envolvendo o Banco Master. Em um desabafo necessário, Serrano alertou que a investigação séria foi sequestrada pelo espetáculo midiático e por rumores que atropelam os fatos. O jurista não poupou críticas ao uso de vazamentos criminosos e seletivos de sigilos legais, que hoje servem apenas para alimentar ataques baixos contra profissões essenciais à democracia, como a advocacia e o jornalismo independente.
Serrano foi enfático ao apontar que o verdadeiro crime não está naqueles que são alvo de informações sem relevo jurídico, mas sim em quem vaza dados sigilosos para destruir reputações. Para ele, o sistema de Justiça está sendo usado para satisfazer "afetos primitivos" e perseguições ideológicas, repetindo o modus operandi que devastou o país anos atrás. O jurista destacou que advogados e jornalistas viraram alvos preferenciais justamente de quem deveria zelar pelo sigilo das investigações, configurando um cenário de total insegurança jurídica.
A investigação em questão, conduzida pela Polícia Federal sob o nome de operação "Compliance Zero", mira o banqueiro Daniel Vorcaro e supostas irregularidades no Banco Master. No entanto, o que deveria ser um processo técnico transformou-se em um festival de vazamentos de conversas privadas e documentos anexados a procedimentos que chegaram até a CPMI do INSS. Esse material, que inclui diálogos entre empresários e políticos, tem circulado publicamente de forma estratégica, visando muito mais o assassinato de reputações do que o esclarecimento dos fatos.
O jurista alertou que esse tipo de manobra, longe de buscar a justiça, serve apenas para blindar os verdadeiros criminosos enquanto aniquila adversários políticos e ideológicos. Ao ver o material sigiloso ser usado como munição em comissões parlamentares e colunas de fofoca política, Serrano resumiu seu sentimento com uma palavra que ecoa o cansaço de quem luta pelo Estado de Direito: “Nojo!”. A estratégia é clara: criar um clima de culpabilidade prévia antes mesmo de qualquer julgamento justo.
A denúncia de Serrano coloca um holofote sobre a tentativa da extrema-direita e de setores lavajatistas da imprensa de ressuscitar o "justiceirismo" para atingir o governo e seus aliados. O caso do Banco Master, sob essa ótica, está sendo distorcido para se tornar uma peça de propaganda política, ignorando as lições que o Brasil deveria ter aprendido com os abusos cometidos por Sergio Moro e sua força-tarefa. A história se repete como farsa, mas com os mesmos métodos destrutivos de sempre.
Infelizmente estamos vendo um “revival” dos métodos da lava jato nessa nesse caso do Master , onde a investigação consistente é substituída pela espetáculo, pelos rumores no lugar de fatos, onde o vazamento criminoso e seletivo de sigilos legais serve a satisfazer afetos…
— Pedro E. Serrano (@pedro_serrano1) March 6, 2026