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A prestação de contas da chapa derrotada de Jair Bolsonaro e Braga Netto em 2022 acaba de ganhar contornos de filme de terror e mau-gosto. Um relatório técnico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelou que a campanha do ex-presidente, atualmente preso por tentativa de golpe, recebeu doações registradas em CPFs de pessoas que já morreram. Esses "doadores fantasmas" evidenciam a completa falta de ética e de compromisso com a legalidade que marcou o bolsonarismo, forçando o tribunal a exigir a devolução de cerca de R$ 94 mil ao Tesouro Nacional devido a diversas irregularidades financeiras.
O caso mais escandaloso envolve Damião de Araújo Silva, um cidadão do Amapá falecido desde 2018. Mesmo enterrado há quatro anos antes do pleito, o CPF de Damião foi usado para realizar cinco doações de R$ 1.022,00 — um número que remete ao código do PL nas urnas. O filho do falecido tentou justificar o repasse como uma "homenagem" ao pai, mas os analistas do TSE não se deixaram enganar, já que o homem morreu antes mesmo das eleições de 2018 e sua situação cadastral estava cancelada. Além disso, outros R$ 344,99 vieram de mais 15 pessoas registradas como mortas antes das contribuições.
Essa nova revelação reforça o histórico de ilegalidades da chapa Bolsonaro-Braga Netto, que arrecadou R$ 126,1 milhões durante a tentativa frustrada de reeleição. Enquanto o governo Lula preza pela transparência absoluta e pelo respeito às instituições, os arquivos da campanha bolsonarista mostram um rastro de inconsistências que agora devem ser julgadas pelo ministro Antonio Carlos Ferreira. Não basta o ex-presidente estar atrás das grades por seus ataques à democracia; é preciso que cada centavo de origem duvidosa seja minuciosamente periciado para que a justiça eleitoral seja feita.
A tentativa de usar o nome de quem já partiu para inflar os cofres de uma campanha política é o ápice da decadência moral da extrema-direita brasileira. Enquanto o Brasil se reconstrói sob a liderança de Lula, retomando políticas de proteção social e respeito ao cidadão, o bolsonarismo continua sendo desmascarado por práticas que lembram o que há de pior na velha política das sombras. A recomendação da área técnica para aprovação com ressalvas não diminui a gravidade do fato de que o dinheiro público e privado na mão dessa quadrilha sempre seguiu caminhos nebulosos.
A sociedade brasileira, que assistiu atônita à tentativa de ruptura institucional promovida por esses dois militares agora detidos, merece saber quem realmente financiou a máquina de desinformação de 2022. O uso de "espólios" para doações políticas é uma manobra que atenta contra a moralidade administrativa e exige punições exemplares. O fato de os doadores terem escolhido valores simbólicos para exaltar o número do partido mostra que havia uma organização deliberada para burlar as normas do TSE, mesmo que de forma mambembe e desonesta.
Com o relatório agora nas mãos do relator, espera-se que o rigor da lei seja aplicado para que o erário seja ressarcido e os responsáveis por essa fraude cadastral respondam por seus atos. Enquanto Lula governa para os vivos, garantindo comida no prato e dignidade, o bolsonarismo prova que não tem limites, recorrendo até aos mortos na tentativa desesperada de se manter no poder. A verdade segue aparecendo, e o lugar desses golpistas permanece sendo onde estão hoje: respondendo por seus crimes perante a justiça e a história.
Com informações do DCM
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