487 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O Tribunal Superior Eleitoral se prepara para dar um basta em mais um abuso da ala bolsonarista. Na próxima semana, o senador Jorge Seif terá que encarar o plenário do TSE em um julgamento que pode varrer seu mandato do mapa político. As acusações são graves: o parlamentar é suspeito de ter atropelado a lei ao utilizar a estrutura gigantesca da rede de lojas Havan e aeronaves do grupo empresarial para se eleger em 2022. O que antes era apenas uma suspeita agora ganha contornos de crime eleitoral escancarado, após diligências confirmarem o uso ilegal de aviões particulares durante a disputa.
A situação do senador é crítica, pois o Ministério Público Eleitoral já emitiu um parecer contundente a favor da cassação da chapa. Segundo os procuradores, o desequilíbrio provocado pelo uso da máquina empresarial de Luciano Hang feriu de morte a igualdade entre os candidatos. Além do uso dos jatinhos da Havan, a investigação aponta que Seif também se beneficiou da cessão de helicópteros de empresários da construção civil e até de financiamento ilegal vindo de sindicatos patronais. É o velho modus operandi da extrema-direita: usar o poder do capital para pisotear as regras democráticas.
Embora o tribunal catarinense tenha tentado passar pano para o aliado de Bolsonaro em decisões anteriores, o cenário em Brasília mudou completamente com a chegada de novas provas. O TSE não apenas adiou o julgamento para aprofundar a investigação, como conseguiu materializar o abuso de poder econômico que a defesa tentava esconder. Agora, os ministros decidirão se anulam o mandato de Seif e de seus suplentes, abrindo caminho para uma nova eleição em Santa Catarina, já que o Ministério Público defende que o povo catarinense deve escolher novamente quem ocupará a cadeira de forma limpa.
Enquanto Seif tenta demonstrar uma tranquilidade de fachada, alegando que confia na justiça, o histórico de cassações recentes no TSE mostra que o cerco contra o uso de estruturas empresariais em campanhas está cada vez mais apertado. A ação, movida inicialmente por uma coligação liderada pelo PSD, expõe as entranhas de uma campanha que parece ter sido financiada por quem acredita que as leis brasileiras não se aplicam aos amigos do antigo regime. O abuso de poder econômico é uma afronta direta à vontade popular, e o tribunal tem o dever de proteger a integridade do voto.
A defesa do senador chegou ao desespero de pedir a condenação dos autores da ação por má-fé, uma tentativa nítida de intimidar quem busca a legalidade. No entanto, o parecer da procuradoria ignorou solenemente essa manobra. O foco agora está na data de 5 de fevereiro, quando o destino político do "senador da Havan" será selado. Para o campo progressista e para o governo Lula, a aplicação rigorosa da lei eleitoral é fundamental para garantir que o poder do dinheiro não substitua o debate de ideias e a soberania do eleitor.
Este julgamento é pedagógico para o bolsonarismo, que insiste em tratar o aparato privado como extensão de seus comitês eleitorais. Se a cassação for confirmada, será uma mensagem clara de que o Brasil não aceita mais eleições compradas por jatinhos e infraestrutura de bilionários. Santa Catarina merece uma representação que não esteja manchada por favores empresariais escusos. O tempo da impunidade para os apadrinhados de Bolsonaro está chegando ao fim no Tribunal Superior Eleitoral.
Com informações do DCM
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