Um dos piores do mundo: ex-agente de Pinochet é preso nos EUA por crimes brutais

Portal Plantão Brasil
29/1/2026 11:11

Um dos piores do mundo: ex-agente de Pinochet é preso nos EUA por crimes brutais

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O nome de Armando Fernández Larios, um dos carrascos mais sanguinários da ditadura de Augusto Pinochet, ressurgiu de forma humilhante no portal do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. Classificado na lista "Os Piores dos Piores", o ex-agente da DINA — a nefasta polícia secreta chilena — foi detido pelo serviço de imigração norte-americano. Fernández Larios não é apenas um imigrante irregular; ele é um símbolo vivo do terrorismo de Estado que assolou a América Latina, integrando as estruturas que torturaram, mataram e desapareceram com milhares de opositores políticos durante os anos de chumbo.

A DINA, onde o criminoso atuava, foi o braço armado da repressão que agia sob as ordens diretas de Pinochet, participando inclusive da Operação Condor, aquela aliança maldita entre ditaduras militares que tanto sangue derramou em nosso continente. Fernández Larios é um velho conhecido da justiça por sua participação no atentado à bomba que matou o ex-chanceler Orlando Letelier em Washington, em 1976. Na época, ele conseguiu uma pena pífia de cinco meses após um acordo com promotores, mas o histórico de atrocidades acumulado ao longo das décadas finalmente parece estar cobrando seu preço.

No Chile, a justiça não esqueceu os crimes deste oficial do exército que traiu seu povo. Existem pedidos de extradição ativos para que ele responda pelo homicídio qualificado de Ronni Moffitt, assassinada no mesmo atentado contra Letelier. A Suprema Corte chilena já decidiu que o governo dos Estados Unidos deve entregar o criminoso para que ele enfrente o devido processo legal em solo sul-americano, onde suas vítimas e familiares ainda clamam por justiça e reparação após décadas de impunidade garantida pelo exílio forçado.

Outro crime bárbaro que pesa contra Fernández Larios é sua participação na infame "Caravana da Morte". Logo após o golpe militar de 1973, essa operação percorreu o Chile executando presos políticos de forma sumária e cruel. O ex-agente é investigado especificamente pelos assassinatos cometidos em La Serena, onde o exército chileno agiu como um grupo de extermínio contra cidadãos desarmados. Para quem defende os direitos humanos e a democracia, ver um carrasco dessa linhagem ser exposto publicamente é uma vitória tardia contra o legado maldito das ditaduras.

Fernández Larios também responde pelo caso Pisagua, que envolve o sequestro e homicídio qualificado do dirigente socialista Manuel Sanhueza Mellado, mantido em um campo de prisioneiros em 1974. A acusação detalha um cenário de horror e perseguição ideológica que o ex-agente ajudou a operar com frieza. A inclusão de seu nome na vitrine pública de criminosos perigosos do governo estadunidense recoloca no centro do debate a necessidade urgente de punir todos aqueles que utilizaram o aparato estatal para cometer crimes contra a humanidade.

Para o campo progressista e para o governo Lula, que sempre reafirmam o compromisso de "ditadura nunca mais", a prisão de um agente da estirpe de Fernández Larios reforça a importância da memória e da verdade. O caso serve de alerta para os extremistas de hoje: a justiça pode demorar décadas, mas o histórico de violações de direitos humanos não prescreve no tribunal da história. O destino de Fernández Larios deve ser o banco dos réus, para que o Chile e a América Latina possam, enfim, fechar essa ferida aberta pela violência nazifascista de Pinochet.

Com informações do DCM

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