Trump se autodeclara "presidente" da Venezuela e escancara plano de saquear petróleo

Portal Plantão Brasil
12/1/2026 11:04

Trump se autodeclara "presidente" da Venezuela e escancara plano de saquear petróleo

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Em mais um episódio que desafia qualquer norma de direito internacional, o extremista Donald Trump utilizou sua rede social para publicar uma montagem onde se apresenta oficialmente como "presidente em exercício da Venezuela". A provocação ocorre após o criminoso sequestro de Nicolás Maduro e Cilia Flores por tropas americanas em plena madrugada de 3 de janeiro. Sem qualquer pudor, o republicano agora simula possuir uma ficha biográfica digital que o coloca no comando do país vizinho, escancarando a face golpista e intervencionista de sua nova administração na Casa Branca.

Trump não esconde que seu objetivo principal é transformar a Venezuela em uma colônia exploratória. Em declarações recentes, ele afirmou com todas as letras que pretende administrar o país e extrair suas reservas de petróleo por tempo indeterminado, sob a justificativa de tornar o processo "lucrativo" para Washington. O desrespeito à soberania é tão profundo que o líder estadunidense chegou a declarar que seu único limite é a sua "própria moralidade", descartando abertamente o valor dos tratados globais e da autodeterminação dos povos da América Latina.

A estratégia de Trump também visa isolar outros vizinhos que resistem ao seu domínio. Ele já anunciou que cortará o fornecimento de petróleo e recursos venezuelanos para Cuba, com o objetivo confesso de asfixiar a ilha e provocar o colapso do governo cubano. Essa mentalidade de "quintal dos Estados Unidos" ignora décadas de avanços diplomáticos e trata nações soberanas como peças de um tabuleiro de xadrez movido por interesses de grandes petrolíferas e da extrema-direita global.

Enquanto isso, a liderança interina em Caracas, hoje sob Delcy Rodríguez, é tratada por Trump como um aliado de conveniência. O republicano deixou claro que a prioridade é expulsar qualquer influência da Rússia e da China na região, mantendo um controle hegemônico sobre o continente. Para Trump, a cooperação do atual governo venezuelano é apenas um meio para que os EUA possam "reconstruir" o país de forma lucrativa — o que, na prática, significa drenar as riquezas nacionais em troca de migalhas financeiras.

A postura de Donald Trump reforça o perigo que o bolsonarismo, seu braço direito no Brasil, representa para a estabilidade da América do Sul. Ao apoiar figuras com esse perfil autoritário, a extrema-direita brasileira valida a ideia de que potências estrangeiras podem invadir, sequestrar líderes e tomar recursos naturais à força. É um retrocesso civilizatório que coloca em risco a paz na região e a própria segurança energética de todos os países latino-americanos que prezam por sua independência.

O mundo assiste atônito a um presidente que se coloca acima da lei e que usa as forças militares para satisfazer delírios de grandeza e interesses corporativos. A resistência a esse projeto de poder é fundamental para garantir que a América Latina não volte aos tempos mais sombrios de ditaduras financiadas por Washington. O povo venezuelano merece decidir seu futuro sem botas estrangeiras em seu solo ou fichas biográficas falsas publicadas por um bilionário que confunde geopolítica com reality show.

Veja a publicação de Trump em sua rede social Truth:


Com informações do DCM

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