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O secretário de Estado norte-americano Marco Rubio afirmou que realizar eleições na Venezuela neste momento seria "prematuro", defendendo que o país precisa de um longo processo de “transição democrática” após a operação militar que sequestrou o presidente Nicolás Maduro. Em entrevista à NBC News, Rubio elogiou a opositora María Corina Machado, mas admitiu que a maioria da oposição não está mais no país, sinalizando que os EUA não pretendem uma solução eleitoral rápida e apoiando uma mudança de alinhamento nas Forças Armadas venezuelanas para garantir seus interesses.
Rubio também direcionou ameaças explícitas a Cuba, declarando que o governo cubano “é um grande problema” e que “não somos grandes fãs do regime”, indicando que a ilha pode ser o próximo alvo da política intervencionista de Donald Trump. O secretário negou que haja tropas norte-americanas permanentes na Venezuela, mas justificou a ação militar como parte de uma “guerra contra as organizações de narcotráfico”, prometendo continuar a interceptar embarcações e a pressionar o país com ações militares e judiciais.
A fala de Rubio expõe a contradição do discurso dos EUA, que sequestra um presidente eleito sob a alegação de defender a democracia, mas rejeita simultaneamente a via eleitoral para resolver a crise, preferindo impor uma transição controlada por Washington. Ao estender as ameaças a Cuba, o governo Trump deixa claro que o ataque à Venezuela é apenas o primeiro passo de uma ofensiva mais ampla que busca recolonizar a América Latina, subjugando a soberania das nações aos interesses imperialistas.
Com informações do Brasil247
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