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A Apple sofreu uma queda significativa de aproximadamente 8% no valor de suas ações nesta quinta-feira (3), resultando em uma perda de US$ 250 bilhões em valor de mercado. A desvalorização ocorre após o anúncio do novo “tarifaço” de Donald Trump, que aumentou as taxas sobre produtos importados da China para 34%, impactando diretamente a gigante da tecnologia.
Atualmente, cerca de 90% dos iPhones da Apple são fabricados na China, e especialistas do Morgan Stanley estimam que os novos impostos podem elevar os custos anuais da empresa em US$ 8,5 bilhões. Produtos como iPhones, iPads e Apple Watches, que representam a maior parte do faturamento anual de US$ 400 bilhões da empresa, serão os mais atingidos.
Diante desse cenário, a Apple enfrenta o dilema de absorver os custos adicionais ou repassá-los aos consumidores. Caso opte pelo repasse, o preço do iPhone 16 Pro Max nos EUA pode saltar de US$ 1.599 para cerca de US$ 2.300, um aumento de 43%, segundo a Rosenblatt Securities. Essa elevação no preço pode impactar as vendas e prejudicar a competitividade da marca.
Nos últimos anos, a Apple já havia começado a transferir parte de sua produção para países como Vietnã e Índia, como forma de reduzir a dependência da China. No entanto, essas nações também serão afetadas pelas novas tarifas de Trump, que impôs taxas de 46% para o Vietnã e 26% para a Índia, reduzindo as alternativas da empresa para driblar os custos.
O impacto negativo nas ações da Apple é o maior desde setembro de 2020, auge da pandemia. A incerteza gerada pelo protecionismo econômico de Trump afeta não apenas a empresa, mas toda a indústria de tecnologia, que depende da cadeia global de suprimentos. Analistas alertam que essa escalada tarifária pode ter repercussões severas para os consumidores e para o próprio mercado dos EUA.
Com informações do DCM
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