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Jair Bolsonaro e seus aliados militares e civis enfrentam a Justiça por suas tentativas golpistas. O ex-presidente de extrema direita, que governou o Brasil de 2019 a 2022, é julgado ao lado de três generais, um almirante e um tenente-coronel, algo inédito na história do país. O Brasil, cuja República nasceu de um golpe militar, finalmente vê altos oficiais prestando contas por atentar contra a democracia. Esse julgamento ocorre num momento crucial, enquanto a extrema direita tenta retomar força mundialmente.
Além de Bolsonaro, são réus no Supremo Tribunal Federal os ex-ministros generais Augusto Heleno, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, o tenente-coronel Mauro Cid e os civis Anderson Torres e Alexandre Ramagem. Eles são acusados de tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, dano ao patrimônio público e outros crimes. O julgamento deve ser concluído antes de 2026, quando a extrema direita tentará voltar ao poder, mesmo sem Bolsonaro.
A relação histórica entre militares e política no Brasil sempre foi marcada por intervenções autoritárias. Desde 1889, quando derrubaram o Império, até o golpe de 1964 e seus 21 anos de ditadura, os quartéis mantiveram a ilusão de que poderiam fiscalizar o poder civil. Sem nunca terem sido responsabilizados pelos crimes da ditadura, os militares continuaram se vendo acima das instituições democráticas, um problema que ainda ameaça o país.
O julgamento de Bolsonaro e seus cúmplices pode não ser suficiente para romper com essa cultura golpista, mas representa um marco. A democracia brasileira, sempre vulnerável à influência dos fardados, agora tem a chance de reafirmar que ninguém está acima da lei. No entanto, a extrema direita segue atuante, e o bolsonarismo persiste como um movimento forte, especialmente entre os mais pobres e desinformados, que acabam seduzidos por sua retórica autoritária.
Segundo levantamento do jornal O Globo, entre os 1.586 acusados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, a maioria é composta por homens brancos, casados, de baixa renda e sem ensino superior. Esse perfil revela como a extrema direita explora economicamente os mais vulneráveis enquanto os convence de que a destruição da democracia os beneficiaria.
O Brasil assiste agora ao início de um processo que pode mudar o futuro da relação entre militares e democracia. A responsabilização de Bolsonaro e dos generais pode ser um divisor de águas ou apenas um episódio isolado. O desafio maior virá em 2026, quando essa disputa pelo destino do país será levada às urnas.
Com informações.
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