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A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), criticou nesta terça-feira (1º) as pressões para acelerar a tramitação do projeto de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Segundo ela, a manobra tem um objetivo evidente: impedir que Jair Bolsonaro (PL) seja preso pelos crimes cometidos contra a democracia.
A reação de Gleisi ocorre no momento em que aliados de Bolsonaro intensificam articulações no Congresso para aprovar rapidamente a anistia. “Os interesses pessoais de Jair Bolsonaro não podem ser colocados acima dos interesses do país”, afirmou a ministra, destacando que a prioridade do Legislativo deveria ser a população, e não um réu que sequer foi julgado.
A ministra defendeu que o Congresso foque em pautas realmente urgentes, como a redução do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, a PEC 66, que trata das demandas dos municípios, e a PEC da Segurança Pública. Para ela, adiar esses projetos para beneficiar Bolsonaro seria um desrespeito à sociedade.
Além disso, Gleisi alertou que aprovar uma anistia antes do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) seria uma afronta ao Judiciário e ao Estado de Direito. “Cumprir os ritos do devido processo legal, como vem fazendo o STF no Estado de Direito que tentaram abolir, é um dever em defesa da democracia”, escreveu.
Os interesses pessoais de Jair Bolsonaro não podem ser colocados acima dos interesses do país. E é este o sentido das pressões indevidas para dar urgência na Câmara ao projeto de lei da anistia, com objetivo claro de livrar da prisão um ex-presidente que tentou um golpe contra a…
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) April 1, 2025