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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) espalhou 6.676 mentiras durante seu mandato, de 2019 a 2022, segundo um levantamento da agência de checagem Aos Fatos. O número equivale a uma média de 4,58 mentiras por dia, abrangendo temas como pandemia, economia e eleições.
A desinformação sobre a pandemia foi um dos pilares de sua gestão, com 2.511 declarações falsas. Bolsonaro minimizou a gravidade da Covid-19, chamou a doença de “gripezinha” e promoveu medicamentos sem eficácia comprovada, como a hidroxicloroquina. Além disso, atacou medidas sanitárias e questionou a eficácia das vacinas, comprometendo a resposta nacional à crise.
A economia também foi alvo de manipulação. Durante seu governo, Bolsonaro distorceu dados sobre desemprego e crescimento econômico, inflando resultados para favorecer sua imagem. Ele ainda tentou se apropriar da criação do Pix, que na verdade foi desenvolvido pelo Banco Central ainda no governo de Michel Temer (MDB).
Outro ponto central de sua estratégia de desinformação foi a crise ambiental. Bolsonaro negou o desmatamento na Amazônia e chegou a afirmar falsamente que a floresta não poderia pegar fogo por ser “úmida”. Ele também desacreditou os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), alegando que os satélites registravam até fogueiras de festas juninas como incêndios florestais.
No campo político, Bolsonaro usou a mentira para desacreditar o sistema eleitoral. Desde 2018, atacou as urnas eletrônicas, espalhou teorias conspiratórias sobre fraudes e tentou usar essa narrativa para contestar sua derrota em 2022. Essa estratégia, segundo a Polícia Federal, foi parte essencial da tentativa de golpe para mantê-lo no poder, enfraquecendo a democracia e incitando seus seguidores contra as instituições.
Com informações da checagem Aos Fatos
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