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A Justiça francesa declarou nesta segunda-feira (31) a líder da extrema-direita Marine Le Pen inelegível por desvio de fundos públicos quando era eurodeputada. A condenação envolve também outros oito membros de seu partido, o Reunião Nacional, no caso dos falsos assistentes parlamentares.
O Tribunal Correcional de Paris determinou que a execução da pena é imediata, impedindo Le Pen, de 56 anos, de disputar as eleições presidenciais de 2027. A corte apontou um prejuízo de € 2,9 milhões (R$ 18 milhões), montante desviado ao fazer o Parlamento Europeu pagar salários de pessoas que trabalhavam, na realidade, para o partido.
Além da inelegibilidade, a Promotoria solicitou uma pena de cinco anos de prisão, sendo dois em regime fechado, além de uma multa de € 300 mil (R$ 1,8 milhão). As penas detalhadas devem ser anunciadas em breve.
A líder da extrema-direita deixou o tribunal sem comentar a decisão. No domingo (30), em entrevista ao jornal La Tribune Dimanche, Le Pen afirmou que não acreditava na possibilidade de condenação. Pesquisas recentes a colocavam como favorita no primeiro turno de uma eventual eleição presidencial.
Após o anúncio, políticos franceses e lideranças estrangeiras reagiram. O Kremlin criticou a decisão como uma "violação das normas democráticas", enquanto o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, declarou apoio à ultraconservadora francesa.
Com informações da RFI
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