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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta terça-feira (25) se aceita a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro e outros sete acusados de tentativa de golpe de Estado. A decisão ficará nas mãos dos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.
Relator do caso, Alexandre de Moraes, indicado ao STF por Michel Temer, tem se destacado na condução de processos contra o bolsonarismo e já foi alvo de ataques da extrema direita. Ele se opõe firmemente à anistia dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro e tem uma longa trajetória na Justiça e Segurança Pública.
Cármen Lúcia, no STF desde 2006 por indicação de Lula, preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com um perfil discreto, mas rigoroso, tem histórico de decisões em defesa da democracia e classificou as investigações sobre a tentativa de golpe como gravíssimas.
Cristiano Zanin, nomeado por Lula em 2023, consolidou-se na Corte mesmo após críticas iniciais. Antes advogado do presidente na Lava Jato, já julgou diversas ações contra bolsonaristas e foi alvo de pedidos da defesa de Bolsonaro para afastá-lo do julgamento, o que foi negado.
Flávio Dino, ex-ministro da Justiça e ex-governador do Maranhão, assumiu o STF em 2024 por escolha de Lula. Ex-juiz federal, Dino rebateu questionamentos sobre sua imparcialidade, afirmando que nunca atuou diretamente nas investigações dos atos golpistas.
Luiz Fux, indicado por Dilma Rousseff, é um dos mais experientes do STF, tendo presidido a Corte. Defensor da Lava Jato, votou pela condenação dos envolvidos no 8 de janeiro e reforça a importância de instituições fortes contra ataques à democracia. Caso a denúncia seja aceita, Bolsonaro e os demais acusados se tornarão réus, dando início ao processo penal.
Com informações do DCM
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