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O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) decidiu permanecer nos Estados Unidos e pediu licença de quatro meses da Câmara dos Deputados, alegando que precisa atuar contra supostas violações de direitos humanos no Brasil. A decisão ocorre após parlamentares do PT pedirem ao Supremo Tribunal Federal (STF) a apreensão de seu passaporte, acusando-o de conspirar contra o Judiciário e a soberania nacional.
Desde 27 de fevereiro, Eduardo Bolsonaro tem se reunido com aliados estrangeiros para denunciar uma suposta perseguição política contra seu pai e apoiadores. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, enviou a solicitação à Procuradoria-Geral da República (PGR), mas o órgão não se manifestou dentro do prazo.
A permanência de Eduardo nos EUA pegou até mesmo aliados de surpresa. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), havia anunciado que o deputado retornaria ao Brasil para assumir a presidência da Comissão de Relações Exteriores (Creden). No entanto, Eduardo mudou de planos na última hora, deixando o partido sem rumo na comissão.
A ausência do deputado também foi sentida na manifestação liderada por Jair Bolsonaro no último domingo (16), no Rio de Janeiro, em defesa da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Enquanto o pai tenta mobilizar sua base no Brasil, Eduardo parece decidido a se manter longe, evitando qualquer risco de ter que responder à Justiça.
A decisão de se refugiar nos EUA levanta suspeitas sobre os reais motivos do afastamento, especialmente diante da possibilidade de ser implicado nos processos contra os golpistas de 8 de janeiro e nas investigações que miram Jair Bolsonaro.
Com informações do Metrópoles
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