Enviado especial do clima do presidente Biden aceitou convite para voltar ao Brasil e visitar a Amazônia

Portal Plantão Brasil
3/3/2023 17:16

Enviado especial do clima do presidente Biden aceitou convite para voltar ao Brasil e visitar a Amazônia

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840 visitas - Fonte: O Globo

O enviado especial do clima do governo americano, John Kerry, afirmou que retornará ao Brasil nos próximos meses e que aceitou um convite da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, para visitar a região amazônica. De acordo com o representante climático do presidente Joe Biden, os Estados Unidos estão conversando com a Alemanha e a Noruega e outros países para acertar detalhes sobre sua participação o Fundo Amazônia, mas as contribuições de Washington para a preservação em território brasileiro não devem se limitar a elas.

Kerry comentou sua passagem recente pelo Brasil durante uma coletiva de imprensa na Cidade do Panamá, onde participa da conferência Nosso Oceano, sobre a preservação dos mares. Respondendo a uma pergunta do GLOBO sobre as conclusões de sua viagem, suas impressões sobre as ações tomadas nos primeiros meses do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e os planos americanos para o Fundo Amazônia, ele disse:

— Vamos continuar a trabalhar com o Brasil, a trabalhar com o povo brasileiro e com aqueles que os representam — disse o "czar climático", como foi apelidado pela imprensa americana. — Estamos muito comprometidos em construir essa parceria, concordei em voltar ao Brasil nos próximos meses. Marina Silva disse que quer me levar para a Amazônia e eu concordei em passar um tempo lá, conversar com as pessoas e entender como podemos prosseguir juntos para ganhar esta batalha.

Veja fotos da expedição que localizou a maior árvore da Amazônia, o angelim-vermelho, no Amapá






Árvore localizada em 2019 via satélite. Encontro de cientista com exemplar de 88,5 metros aconteceu em setembro último

Kerry esteve no Brasil do dia 26 ao dia 28, onde se encontrou com o vice-presidente Geraldo Alckmin e uma série de representantes do alto escalão brasileiro — entre eles, Marina Silva, a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. As reuniões no país, afirmou o democrata, "foram as mais construtivas que eu tive em muito tempo", agradecendo ao governo Lula pela "mensagem clara de como vão compensar o que não vinha acontecendo nos últimos anos".

— Vamos continuar a trabalhar com o povo brasileiro e com aqueles que o representam. Isso não é algo que deve ser imposto de fora, e nem deveria ser. Tem que ser feito porque o povo do Brasil acredita nisso e quer fazer — afirmou, ressaltando que o desejo americano é cumprir seu papel como nação desenvolvida e maior emissora história de gases-estufa.

Elogiando o compromisso do governo em zerar o desmatamento até 2030, reforçar a proteção de terras e aumentar a produtividade agrícola sem o desmate, Kerry disse crer que os esforços brasileiros serão recebidos similarmente pelo mundo. A atual confluência de forças, afirmou ele, é boa e pode ser derradeira:

— É a última chance, penso eu, de juntar as pessoas. Você tem um governo disposto e pronto, gente no exterior que quer ajudar. Precisamos acabar com o desmatamento, e não é só no Brasil. É na Bacia do Congo, nas florestas da Indonésia, da América Central, inclusive em casa nos Estados Unidos.

Um dos temas principais da viagem do enviado de Biden, contudo, foram contribuições para o Fundo Amazônia, ajuda que os EUA têm sinalizado estarem dispostos a fazer desde a mudança de governo. Com R$ 3,12 bilhões, o mecanismo foi retomado em janeiro deste ano, após ter sido suspenso em 2019, quando o então ministro do Meio Ambiente do governo de Jair Bolsonaro, Ricardo Salles, extinguiu seus comitês gestores sem consultar os países financiadores. Alemanha e Noruega, duas únicas nações doadoras do instrumento que almeja proteger o meio ambiente, suspenderam então suas doações.

O democrata, que concorreu à Casa Branca em 2004, não falou mais detalhes sobre os valores que Washington pretende destinar ao fundo, mas disse que a ajuda americana não deve se limitar a ele. Kerry afirmou que a preservação da floresta é "um grande recurso do Brasil" e ressaltou sua importância para as comunidades indígenas "que precisam ser completamente parte deste processo".

— O Fundo Amazônia é parte disso, uma parte importante. Temos muito respeito por ele, por sua credibilidade e história. Estamos conversando com a Alemanha, a Noruega e outros para garantir que estamos coordenados conforme seguimos em frente — afirmou, completando que a preservação da Amazônia é uma das "paixões" de Biden. — Nosso objetivo é garantir que haverá dinheiro suficiente, e isso provavelmente significa mais que só o Fundo Amazônia.

Outra frente na qual os EUA desejam colaborar, afirmou o representante da Casa Branca, é em um mercado de carbono "muito transparente, bem administrado e definido". O mecanismo, completou, pode ser parte da solução "com integridade ambiental e salvaguardas".



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