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14/11/2022 17:33

Trump fracassa e senado americano se mantém sob controle de maioria democrata

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5937 visitas - Fonte: Brasil de Fato

Após vitória crucial em Nevada, os democratas mantiveram o controle político do Senado. Esse resultado é uma ducha de água fria nas pretensões do ex-presidente republicano Donald Trump – o “Bolsonaro” americado [ou seria o inverso?].

O desempenho eleitoral dos democratas nas eleições de meio de mandato superou amplamente as expectativas iniciais, o que significa que o atual presidente americano Joe Biden continua como franco favorito para as eleições presidenciais de novembro de 2024 e indica que a era Trump é apenas uma história do passado.

A senadora democrata Catherine Cortez Masto agora venceu o desafiante republicano Adam Laxalt, um ex-procurador-geral do estado que foi endossado pelo ex-presidente Donald Trump.

Com a vitória de Masto na esteira da reeleição do senador democrata Mark Kelly no Arizona na sexta-feira, a vitória leva os democratas ao número crucial de 50 cadeiras no Senado, com os republicanos em 49.

A corrida na Geórgia está marcada para um segundo turno em dezembro, mas mesmo que os republicanos ganhem lá, uma divisão de 50 a 50 significa que o Senado seria efetivamente controlado pelos democratas porque o voto de minerva recai sobre a vice-presidente, Kamala Harris.

Derrota acachapante dos republicanos

Para os republicanos, foi outro golpe depois que eles tiveram um desempenho muito abaixo do esperado em muitas corridas. O partido alardeou esperanças de uma “onda vermelha” [cor do partido] que poderia varrer os EUA e entregar a câmara alta do Congresso em suas mãos. Em vez disso – com algumas exceções, como a Flórida – a onda foi mais um gotejamento.

A vitória democrata no Senado provavelmente provocará mais recriminações nos círculos republicanos sobre quem é o culpado pelo desempenho ruim. Até agora, muita atenção se concentrou em Trump depois que ele apoiou candidatos de direita ou celebridades em várias corridas importantes que perderam, como Mehmet Oz, na Pensilvânia.

Biden comemora resultado eleitoral

A vitória também é outro impulso para o presidente Joe Biden, depois que seu partido desafiou os temores imediatos de que seus baixos índices de popularidade e um eleitorado prejudicado pela alta inflação se traduziriam em punições nas urnas. Os democratas também desafiaram o precedente histórico, já que o partido que detém a Casa Branca costuma perder muito nas eleições de meio de mandato.

O desempenho eleitoral deve acalmar as especulações de que Biden pode se esquivar da corrida presidencial de 2024 e deixar o cargo após um único mandato. Agora ele pode apontar peças sólidas de legislação doméstica em seus primeiros anos como presidente, bem como um forte desempenho de meio de mandato, a fim de reforçar o apoio interno em seu partido.

Biden disse estar “incrivelmente satisfeito” com a participação nas eleições dos EUA e que o Partido Republicano agora precisa decidir “quem eles são”. Falando a repórteres no Camboja antes de uma cúpula no Leste Asiático, Biden disse que sua atenção estava na corrida ao Senado da Geórgia.

“Estamos nos concentrando agora na Geórgia. Nos sentimos bem onde estamos”, disse Biden. “E eu sei que sou um otimista torto. Eu entendi aquilo.

“Não estou surpreso com a participação. Estou incrivelmente satisfeito. E acho que é um reflexo da qualidade dos nossos candidatos.”

Câmara ainda está em disputa

O controle da Câmara dos Deputados ainda não foi decidido. Biden reconheceu que tal vitória seria “um exagero” para os democratas, mas os republicanos ficaram muito aquém das previsões de que chegariam ao poder em Washington.

Enquanto isso, a perda do Senado focará as mentes no domínio contínuo de Trump sobre o Partido Republicano. As fissuras se abriram, com algumas figuras republicanas proeminentes apelando abertamente a Trump para não anunciar uma corrida em 2024, como se espera que ele faça na próxima semana.

O próprio Trump atacou figuras republicanas populares que podem rivalizar com ele, como o governador da Flórida, Ron DeSantis, que foi um raro sucesso republicano nas eleições de meio de mandato, pois venceu facilmente a reeleição e derrubou vários distritos democratas outrora fortes, especialmente em Miami.

Lula nos Estados Unidos

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após a posse, deverá visitar os Estados Unidos. Ele será apresentado como case de sucesso contra o fanatismo político, as fake news, o negacionismo, enfim, a antítese ao autoritarismo e ao fascismo com que Trump e o cessante presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL) flertaram nos últimos anos. Não foi à toa que Biden foi um dos primeiros a reconhecer a vitória do petista no segundo turno, na noite de 30 de outubro.

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