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4/8/2022 10:27

Pecuarista do Tocantins nega que oferta de salários extras a quem votar em Bolsonaro seja compra de votos

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1146 visitas - Fonte: Folha de São Paulo

Vídeo obtido pelo Painel mostra o pecuarista Cyro de Toledo Júnior, conhecido como Nelore Cyro, dizendo a funcionários de sua fazenda em Araguaçu, no Tocantins, que pagará salários a mais caso Jair Bolsonaro (PL) vença as eleições presidenciais.

Ele confirmou a conversa à coluna, mas disse que não se trata de compra de votos. Segundo ele, foi uma tentativa de melhorar as condições de vida de seus funcionários. Toledo afirma que gastará R$ 90 mil com as bonificações caso o presidente seja reeleito. Ele diz que tem aproximadamente 20 empregados.


Em suas redes sociais, ele afirma que trabalha com venda de gado nelore, touros PO (pura origem, com mapeamento genético de seus ancestrais) e cavalos manga-larga marchador.

No vídeo, Cyro explica que os funcionários começarão a receber um 14º salário de acordo com o cumprimento de metas. Ele então complementa dizendo que, caso Bolsonaro vença, ele pagará um 15º salário. Se a vitória for no primeiro turno, Cyro se compromete a pagar um 16º salário.





Ele diz à coluna que não se trata de compra de votos.

"Nós somos todos cabos eleitorais. Aqui na fazenda somos cabos do Bolsonaro. Vamos votar nele. Mas isso foi mais uma brincadeira. Será dado [o bônus], mas não vou dar dinheiro para político, vou dar dinheiro para os meus funcionários se o Bolsonaro ganhar. Só isso", afirma.

"Se o Bolsonaro ganhar, quero que eles tenham um Natal feliz", completa. "Não estou comprando voto de ninguém. Só que nós, em peso, votamos no Bolsonaro."

Ele explica que quis estimular seus funcionários e que estipulou 10 metas de produtividade a serem cumpridas.

"O que sentimos na fazenda é que os salários estão muito baixos e o custo de vida, muito alto. Todos os meus empregados estão com problema. Então, uma forma que vi de ajudar e resolver o problema foi isso. Não existe intenção de compra de votos. Essa brincadeira vai me custar R$ 90 mil se o Bolsonaro ganhar", afirma.


Ele diz que o valor de R$ 90 mil é em caso de vitória de Bolsonaro e que, diferentemente do que afirmou no vídeo, não haverá mais bonificações caso o presidente ganhe no primeiro turno.

Sobre o motivo de só ajudar os funcionários caso Bolsonaro vença, ele responde que, caso ele não seja o presidente, "nós estamos fodidos". Ele afirma que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já disse que vai invadir terras no Tocantins e que no agro "só tem filho da puta", o que não é verdade.

Mentiras sobre Lula

Ele disse ainda que se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencer “nós estamos fodidos". Ele ainda mentiu ao afirmar que Lula teria dito que vai invadir terras no Tocantins e que no agro "só tem filho da puta".
"Aqui não tem jornal, não tem televisão (...) Aqui é o fim do mundo. É outro Brasil. O espírito da coisa é melhorar meus funcionários. Dar perspectiva, dar ânimo, que eles acreditem em alguma coisa. Comprar voto é com botijão de gás, que não é o que eu faço", conclui.

Ele ainda admite, de maneira contraditória, que paga mal seus funcionários: "o que sentimos na fazenda é que os salários estão muito baixos e o custo de vida, muito alto. Todos os meus empregados estão com problema. Então, uma forma que vi de ajudar e resolver o problema foi isso. Não existe intenção de compra de votos. Essa brincadeira vai me custar R$ 90 mil se o Bolsonaro ganhar", encerra.

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