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12/11/2020 21:40

Trump é desmentido por agências federais que monitoram segurança das eleições nos EUA: pleito foi limpo

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2067 visitas - Fonte: O Globo

WASHINGTON — Integrantes de agências federais e associações estaduais responsáveis por supervisionar a infraestrutura das eleições americanas encerradas em 3 de novembro, incluindo a segurança dos votos, afirmaram não ter encontrado qualquer sinal de irregularidade no processo. Eles refutaram questionamentos sobre a integridade e a segurança da votação— base dos argumentos do presidente Donald Trump para rejeitar sua derrota nas urnas.



“A eleição de 3 de novembro foi a mais segura da História americana. Neste momento, ao redor do país, agentes eleitorais estão revisando todo o processo antes de finalizar os resultados”, afirmou o comunicado conjunto do Conselho Governamental de Coordenação de Infraestrutura Eleitoral e a Comissão Executiva de Coordenação do Setor de Infraestrutura Eleitoral.

O Conselho e a Comissão são formados por agências federais, na maioria subordinadas ao Departamento de Segurança Interna, e por associações de autoridades estaduais. Eles supervisionam diferentes níveis de organização do pleito: registro dos eleitores, modelo de votação e, principalmente, a segurança dos sistemas usados ao longo do processo.



O texto reafirma ainda, em negrito, que “não há qualquer evidência de que qualquer sistema de votação tenha apagado, perdido ou mudado votos, ou que tenha sido comprometido de alguma forma”. Ele afirma ainda que alguns locais já realizam ou farão recontagens, o que não é um sinal de falha.

“Embora saibamos que há muitas queixas infundadas e desinformação sobre o processo eleitoral, podemos garantir que temos a maior confiança na segurança e integridade de nossas eleições, e você também deveria ter”, conclui o comunicado, recomendando que, em caso de dúvida, as autoridades eleitorais devem ser as “vozes confiáveis” a serem ouvidas.



O comunicado foi divulgado horas depois de uma postagem do presidente Donald Trump afirmando, sem provas, que milhões de votos a seu favor teriam sido apagados ou modificados nas urnas. O Twitter mais uma vez colocou um aviso de que se tratava de uma informação questionável.

Também nesta quinta-feira, a agência Reuters afirmou que a maior autoridade de cibersegurança dos EUA, responsável por atuar contra ataques de hackers na eleição, pode ser demitido em breve. Christopher Krebs dirige a Agência de Cibersegurança e Segurança de Infraestrutura do Departamento de Segurança Interna, uma das signatárias do comunicado conjunto.



Ele está na mira da Casa Branca há algumas semanas, especialmente por causa de um site para desmentir rumores sobre a eleição, visto como “partidário” por alguns aliados de Trump. Ele atuou na coordenação contra ataques de hackers contra os sistemas usados na eleição.

Um subordinado dele, Bryan Ware, diretor-assistente de cibersegurança da Cisa, confirmou à Reuters que pediu demissão nesta quinta-feira, dias depois da própria Casa Branca ter exigido sua saída.

A Presidência não comentou.

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