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23/10/2020 14:18

OMS alerta que não é hora do Brasil baixar a guarda e que há risco de uma segunda onda de covid-19

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2985 visitas - Fonte: UOL

O Brasil não deve "baixar a guarda" e, apesar da redução de mortes nos últimos dias, existe um risco real de que uma segunda onda seja tão forte como a primeira. O alerta é da OMS que, nesta sexta-feira, lançou um apelo ao país para não relaxar.



"Ninguém está fora de risco", alertou Mike Ryan, diretor de operações da OMS. Para ele, o risco de uma segunda onda é "provável", com outras partes do mundo já demonstraram. "Em locais que foram atingidos fortemente pela pandemia, esse golpe forte pode ocorrer de novo", indicou.

"Para países como o Brasil, é importante continuar a levar a curva de casos para baixo e, se uma segunda onda chegar, estar melhor preparado", disse.

Maria van Kerkove, diretora técnica da OMS, pediu que governos "mantenham e até aumentem" a resposta. "Não é momento de fechar sistemas, nem de baixar guarda", disse.

Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da agência, adotou o mesmo tempo. Ele confirmou que casos estão em queda. "Mas Mas, ao mesmo tempo, o Brasil não deve baixar guardar. Precisa manter a pressão", disse.



Vacinas

Ele, porém, deixou claro que cabe ao Brasil decidir quais vacinas devem comprar e que a vacinação é uma "decisão soberana" do país. Para ele, porém, o único critério é de que seja "segura e eficaz". Seu comentário foi feito em resposta a uma pergunta sobre a decisão do presidente Jair Bolsonaro de não comprar o produto chinês, num acordo com o Instituto Butantan em São Paulo.

"Da China nós não comparemos, é decisão minha", disse o presidente na quinta-feira. "Eu não acredito que ela [vacina] transmita segurança suficiente para a população pela sua origem", declarou.



"Acredito que teremos a vacina de outros países, até mesmo a nossa, que vai transmitir confiança para a população. A da China, lamentavelmente, já existe um descrédito muito grande por parte da população, até porque, como muitos dizem, esse vírus teria nascido lá", completou.

Mais cedo, a OMS tinha alertado que decisões sobre o uso de eventuais vacinas por governos não devem levar em conta a nacionalidade do produto. Mas sim sua eficácia e segurança.

"Não é sobre nacionalidade. É sobre ciência", disse a porta-voz da OMS, Margaret Harris, nesta sexta-feira. Para a entidade, o que vai determinar a aprovação de uma vacina é sua eficácia e segurança. E não quem a produz. "Escolhemos a ciência", insistiu Harris. Segundo ela, nenhuma vacina será aprovada enquanto os "mais altos padrões" não sejam atingidos.



Com expansão de casos na UE, OMS teme novo "colapso" dos serviços de saúde

Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, lançou nesta sexta-feira seu maior alerta em meses e aponta que mundo vive um "momento crítico da pandemia". Segundo ele, com uma expansão de casos da covid-19, existe um risco real de um novo "colapso" dos serviços de saúde.

"Estamos em um momento crítico da pandemia, especialmente no Norte. Os próximos meses serão muito duros e alguns países estão em caminhos perigosos", disse.

De acordo com Tedros, em vários países os hospitais de novo estão perto de sua capacidade máxima, enquanto outros já superaram esses limites. Para ele, governos precisam agir de forma "imediata" para impedir o colapso de serviços públicos.



"Isso não é um exercício", disse. "Estamos pedindo que governos considerem a situação de seus países, que conduzam análise honesta sobre a situação", alertou. Para ele, governos precisam estar preparada para cenários positivos, negativos e "feios". Já aos países que conseguiram manter taxas baixas de contaminação do vírus, o pedido para que continuem "vigilantes".

Ele ainda sugeriu outras medidas extras neste momento. Uma delas seria a de ajustar serviços de saúde num novo momento de crise. Para ele, autoridades que tomem tais medidas vão mostrar "liderança".

Tedros também pede que líderes sejam "claros e honestos" com o público sobre a nova situação.



Para completar, a OMS sugere que medidas sejam aplicadas para socorrer grupos da sociedade que tenham de fechar seus negócio. "Serão tempos difíceis para muita gente", disse.

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