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19/10/2020 15:42

Sob investigação, empresa de ex de Wassef ganha licitação de R$ 9 milhões

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1488 visitas - Fonte: O Globo

A Globalweb Outsourcing, empresa ligada à ex-mulher do advogado Frederick Wassef, ganhou uma licitação de R$ 8,999 milhões para prestar serviços de computação em nuvem por três anos para a Postal Saúde, operadora de planos privados de assistência à saúde subsidiária dos Correios. Wassef já trabalhou como advogado de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente.



Em setembro, o Tribunal de Contas da União (TCU) abriu um processo para apurar se a empresa Globalweb foi beneficiada com contratos no governo de Jair Bolsonaro. De janeiro de 2019 a junho de 2020, a empresa recebeu R$ 218 milhões do governo.

Inicialmente, uma empresa concorrente deu um lance um centavo mais barato no pregão eletrônico, mas foi desclassificada por critérios técnicos. O leilão foi finalizado no fim de agosto. Procurada, a Postal Saúde disse não ter identificado nenhuma irregularidade na Globalweb.



Em agosto, um relatório do Conselho do Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou que Wassef recebeu repasses de R$ 2,3 milhões de Bruna Boner Leo Silva, sócia da Globalweb e filha de Cristina. A empresa diz se tratar do pagamento de um empréstimo. Além disso, as contas do escritório de advocacia de Wassef também foram abastecidas com R$ 1,04 milhão da empresa Globalweb recentemente. Os repasses ocorreram entre dezembro de 2018 e maio de 2020.

O GLOBO revelou ainda que o governo federal suspendeu uma multa de R$ 27 milhões aplicada a um consórcio de empresas contratado em 2014, mas que não entregou os serviços previstos pela Dataprev, a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência, vinculada ao Ministério da Economia. Entre os membros do consórcio multado está a Globalweb.



Cristina é uma das fundadoras da empresa, hoje administrada por uma de suas filhas, Bruna Boner. A ex-mulher de Wassef ficou impedida temporariamente de participar de contratações do governo após ser condenada na Operação Caixa de Pandora, em 2019, mas foi inocentada neste ano pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

Segundo Cleber Gomes, diretor de operação comercial da Globalweb, a empresa atendeu todos os requisitos técnicos para vencer o edital e o processo através do qual a concorrente foi desclassificada ocorreu de forma idônea.



— A segunda empresa não conseguiu cumprir, e na sequência a gente foi chamado, apresentamos nossa documentação e marcamos o processo técnico, que durou três dias. Atendemos todos os requisitos técnicos.

"A Global Web Outsorcing do Brasil participou do pregão eletrônico público juntamente com outras sete empresas e ficou em 2º lugar", diz a Postal Saúde em nota. "Ela assumiu a preferência na contratação após a 1ª colocada não apresentar a documentação necessária, inviabilizando a continuidade do processo."

"Sendo assim, informamos que o processo foi totalmente público e lícito. Além disso, a Operadora não identificou nenhuma irregularidade que desqualifique tecnicamente a Global Web Outsorcing do Brasil."

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