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15/9/2020 12:51

Guedes está por um fio no governo Bolsonaro

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1770 visitas - Fonte: Deco Bacillon

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) abandonou de vez qualquer possibilidade de criação do Renda Brasil, programa que reuniria várias assistências e benefícios pagos pelo governo em um só pagamento, o que significaria o fim do Bolsa Família, criado pelo governo petista.


Críticas ao Renda Brasil

Nas últimas semanas, Bolsonaro já havia demonstrado contrariedade com as propostas da equipe econômica liderada pelo ministro Paulo Guedes, que pretendia cortar benefícios e congelar aposentadorias para conseguir levantar o dinheiro necessário para viabilizar o Renda Brasil.

A ideia de Guedes era instituir um único pagamento do governo, usando o cadastro do Bolsa Família, mas que, na prática, significaria uma redução de gastos ao enxugar outros programas e assistências que eram pagos pelo governo a famílias pobres, aposentados e pessoas com deficiência, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).


A entrevista-bomba de Waldery

A gota d’água foi a sinalização, por parte de técnicos da equipe econômica, de que o governo estudava desvincular benefícios previdenciários, como aposentadorias e pensões, do salário mínimo para viabilizar o Renda Brasil. O assunto virou notícia após o secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, um dos principais assessores de Guedes, ter confirmado a proposta em entrevista ao G1, no domingo.

Ameaça ao BPC

Na entrevista, Waldery Rodrigues confirmou que a ideia da equipe econômica era congelar por dois anos todas as aposentadorias, tanto as de maior valor quanto as menores, de gente que ganha apenas um salário mínimo. Entrariam nessa conta ainda os beneficiários do BPC, que é um benefício pago a miseráveis e pessoas com deficiência – causa que é cara à primeira dama, Michele Bolsonaro.


Nesta terça-feira, pela manhã, Bolsonaro gravou um vídeo de seu gabinete no Palácio do Planalto para negar qualquer possibilidade de congelamento ou corte de aposentadoria. O presidente ainda proibiu qualquer discussão sobre o programa Renda Brasil. “Até 2022, no meu governo, está proibido falar a palavra Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família e ponto final”, disse, em tom e semblantes claramente contrariados.

O vídeo choca não só pelo fato de Bolsonaro se mostrar contrariado com a publicação do assunto nos jornais. Mas, sobretudo, pelo tom das palavras usadas para determinar o encerramento de qualquer discussão sobre o Renda Brasil em seu governo.


“Eu já disse, há poucas semanas, que jamais irei tirar dinheiro dos pobres para dar aos paupérrimos. Quem, por ventura, vier propor uma medida para mim como essa, eu só posso dar um cartão vermelho para essa pessoa. É gente que não tem um mínimo de coração, um mínimo de entendimento como vivem os aposentados no Brasil. Vou dizer a todos vocês: Da onde veio. Pode ser que alguém da equipe econômica tenha falado sobre esse assunto. Mas, por parte do governo, jamais vamos congelar salário de aposentados, bem como jamais vamos fazer com que o auxílio para idosos e pobres com deficiência seja reduzido por qualquer coisa que seja.”

Para gente graúda da Esplanada e também analistas do mercado financeiro, a menção de Bolsonaro à palavra “cartão vermelho” seguida de críticas como “falta de coração, falta de entendimento sobre como vivem os aposentados do Brasil” não foi atribuída ao principal assessor de Guedes, mas sim ao próprio ministro.


A avaliação é que, nas últimas semanas, o relacionamento de ambos, que já estava estremecido desde que o presidente criticou publicamente o Renda Brasil, piorou de vez. Agora, a questão é o que será feito do episódio.

O natural nesses casos seria que o secretário Waldery pedisse demissão ou fosse exonerado, exatamente como aconteceu com o ex-secretário da Receita Marcos Cintra, outro auxiliar de Guedes que foi desautorizado publicamente pelo presidente por defender um novo imposto nos moldes da antiga CPMF.

Lá atrás como agora, a medida não era uma ideia defendida apenas por esses assessores, mas pelo próprio Guedes, que preferiu não bater de frente com Bolsonaro.


Agora, a situação é outra. Guedes já não é unanimidade mesmo entre os principais ministros e passou a ser também visto com ressalvas até pelo mercado financeiro.

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