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16/7/2020 13:51

Pesquisa da CNI apura que 84% dos brasileiros são a favor da continuidade do isolamento social

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1011 visitas - Fonte: Diário de Pernambuco

"Houve um aumento da preocupação com os impactos econômicos da pandemia entre maio e julho. Mas, ainda assim, o consumidor concorda com o isolamento social e é contrário à reabertura do comércio de forma geral", afirma o gerente de análise macroeconômica da CNI, Marcelo Azevedo.


A pesquisa da CNI (Confederação Nacional das Indústrias) ouviu mais de dois mil brasileiros em parceria com o Instituto FSB Pesquisa no último fim de semana. E constatou que 66% da população acreditam que a pandemia do novo coronavírus terá graves efeitos sobre a economia brasileira. Tanto que 71% dos trabalhadores ainda têm medo de perder o emprego nessa crise.

Saúde

Porém, a preocupação com o efeito da covid-19 sobre a saúde é ainda maior. Segundo a CNI, apesar de somente 36% dos entrevistados serem do grupo de risco, apenas 14% deles disseram não ter medo do novo coronavírus. Por conta disso, o número de pessoas que declararam estar em isolamento social, saindo de casa apenas para coisas essenciais, como fazer compras ou trabalhar, chegou até a subir entre os meses de maio e julho, de 58% para 67%.


Mortes

Além disso, 55% da população acredita que as mortes causadas pela pandemia ainda vão aumentar (40%) ou aumentar muito (15%) no Brasil. Segundo os dados oficiais do governo, 75 mil pessoas já morreram vítimas de covid-19 no país. Mesmo assim, a média diária de novas mortes segue perto dos mil.

Por conta disso, só 12% dos brasileiros disseram ser contra o isolamento social — é só 1 ponto percentual a mais que o observado pela CNI em maio. Outros 3% são indiferentes. E 84% são contra.

Flexibilização

A resistência quanto à flexibilização é sentida em quase todos os setores econômicos. A CNI perguntou aos brasileiros sobre o seu posicionamento em relação à reabertura de sete atividades diferentes. Em nenhum dos casos, contudo, mais de 50% dos entrevistados disseram concordar com a reabertura.

A menor resistência foi observada no comércio de rua, que deve continuar fechado para 47% da população, mas já pode voltar a funcionar para outros 49% dos brasileiros.


Segundo a CNI, 57% dos entrevistados também são contra a reabertura de salões de beleza; 69% dos shoppings, bares e restaurantes; 72% das escolas e universidades; 73% das academias e 86% dos cinemas e teatros.

Por conta disso, muita gente diz que não vai voltar a frequentar alguns desses locais mesmo depois que os governos locais autorizarem a sua reabertura. Para ter ideia, 67% dizem que vão frequentar menos os bares e restaurantes, 64% os shoppings e 62% o comércio de rua no novo normal.

Essa mudança de hábitos ainda se reflete na decisão de consumo dos brasileiros, que continuam receosos de comprar bens duráveis como móveis e eletrodomésticos. Por isso, segundo a CNI, reforçam que a recuperação econômica vai ser lenta e não depende apenas da reabertura das atividades.

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