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26/5/2020 08:39

DENÚNCIA: Zambelli tem informações privilegiadas sobre operações da PF

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2256 visitas - Fonte: Congresso em foco

A deputada Carla Zambelli (PSL-SP), uma das principais aliadas de Jair Bolsonaro no Congresso Nacional, disse que a Polícia Federal irá deflagrar operações para investigar irregularidades cometidas por governadores durante a pandemia. A informação foi revelada em entrevista a uma rádio do Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (25).

Para o vice-líder do PCdoB na Câmara, Márcio Jerry (MA), a fala da deputada é mais uma prova da tentativa de interferência do governo na PF.


“Notem a gravidade: deputada Carla Zambelli anuncia operações da Polícia Federal contra governadores. Dá até o nome da operação! Um absurdo o governo de Jair Bolsonaro insistir na tentativa de transformar uma instituição do estado brasileiro em polícia política para perseguir adversários”, afirmou Jerry.

Ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha, Zambelli disse: “A gente já teve algumas operações da Polícia Federal que estavam ali, na agulha, para sair, mas não saíam. E a gente deve ter, nos próximos meses, o que a gente vai chamar, talvez, de ‘Covidão’ ou de... não sei qual vai ser o nome que eles vão dar... mas já tem alguns governadores sendo investigados pela Polícia Federal”.


Procurada pelo Congresso em Foco, Zambelli afirmou que obteve informações da própria imprensa e que esse nome é o apelido dado "pelas pessoas, é como o Petrolão, Mensalão e esse é o Covidão".

A deputada explicou que a fala sobre uma futura operação foi dita no sentido de acreditar que isso deva acontecer. "Eu tenho uma crença de que vários governadores e prefeitos são corruptos. É uma questão de crença, não é uma questão de informação privilegiada. Eu luto contra a corrupção há muito tempo e eu sei como esse povo funciona. É óbvio que a gente vai ter alguma coisa nos próximos meses, porque é muito dinheiro rodando, quanto mais dinheiro rodando, maior a probabilidade de corrupção", disse Zambelli.soas, é como o Petrolão, Mensalão e esse é o Covidão".


A deputada explicou que a fala sobre uma futura operação foi dita no sentido de acreditar que isso deva acontecer. "Eu tenho uma crença de que vários governadores e prefeitos são corruptos. É uma questão de crença, não é uma questão de informação privilegiada. Eu luto contra a corrupção há muito tempo e eu sei como esse povo funciona. É óbvio que a gente vai ter alguma coisa nos próximos meses, porque é muito dinheiro rodando, quanto mais dinheiro rodando, maior a probabilidade de corrupção", disse Zambelli.

Questionada sobre as afirmações de Márcio Jerry, a deputada respondeu: "Quem é essa pessoa? Porque eu não sei quem é. Nunca ouvi falar sobre essa pessoa".


Conforme Zambelli afirmou, já faz mais de um mês que o nome "Covidão" tem sido mencionado na imprensa para se referir a operações da Polícia Federal sobre superfaturamentos nas compras de itens de combate ao covid-19.

Nesta segunda, por exemplo, a PF, o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagraram a Operação Dispnéia, que investiga supostos desvios de recursos para a compra de respiradores em Fortaleza. O site Gazeta Brasil chamou a operação de "Covidão" em seu título.


De olho na PF

A PF foi colocada no centro do debate nacional após o ex-ministro Sergio Moro acusar o presidente de tentar interferir na instituição para proteger aliados e os filhos. Moro renunciou ao cargo de chefe da Justiça depois de Bolsonaro tentar nomear o atual diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, que é amigo da família, para o posto de diretor-geral da PF.

Impedido pela Justiça, Ramagem indicou Rolando de Souza para o cargo, que assim que assumiu, trocou o superintendente da Polícia Federal do Rio de Janeiro, conforme Moro vinha denunciando que era a vontade do presidente.


No vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, Bolsonaro fala em trocar "a segurança" do Rio, antes que "fodam" sua família e amigos. O presidente afirma que estava tratando da segurança dos seus filhos, que é feita pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), porém, no vídeo é possível perceber que ao falar isso, ele olha para Sergio Moro, então ministro da Justiça. Outro ponto sem resposta é que o GSI e nenhum outro órgão governamental cuida, ou não deveria cuidar, da segurança dos amigos do presidente.


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