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6/1/2017 16:48

Capacidade da Indústria está no menor patamar em 20 anos e não deve haver investimento em 2017

A recuperação econômica prometida por Michel Temer e Henrique Meirelles está cada vez mais difícil de acontecer; o caos criado pela estratégia de “quanto pior melhor”, instaurada por forças políticas para permitir a derrubada da presidente Dilma Rousseff, derrubou a capacidade industrial instalada a seu menor índice em 20 anos; com 66% de uso em média do parque fabril, não há necessidade de investimentos para aumentar a produção quando o consumo reagir; em alguns setores, como o automobilístico, a crise é mais aguda; as montadoras estão produzindo menos da metade dos cerca de cinco milhões de carros que têm condições de fabricar; no setor de caminhões, a ociosidade alcança 75%

247 – A recuperação econômica prometida por Michel Temer e Henrique Meirelles está cada vez mais difícil de acontecer. O caos criado pela estratégia de “quanto pior melhor”, instaurada por forças políticas para permitir a derrubada da presidente Dilma Rousseff, derrubou a capacidade industrial instalada a seu menor índice em 20 anos. Com 66% de uso em média do parque fabril, não há necessidade de investimentos para aumentar a produção quando o consumo reagir. Em alguns setores, como o automobilístico, a crise é mais aguda. As montadoras estão produzindo menos da metade dos cerca de cinco milhões de carros que têm condições de fabricar. No setor de caminhões, a ociosidade alcança 75% do parque fabril, segundo a Anfavea, que divulgou ontem queda de 11,2% na produção de veículos no ano passado.



As informações são de reportagem de Ana Paula Ribeiro, Cássia Almeita e Daiane Costa em O Globo.

— Na crise de 2008, houve uma série de medidas que reativaram a demanda doméstica. Nessa crise, são três, quatro anos de queda contínua e bastante profunda. Esse quadro com certeza freia investimento, já que a capacidade de produção é suficiente para atender à demanda futura — afirma Flávio Castelo Branco, gerente-executivo de Política Econômica da CNI.

“O investimento na economia vem caindo desde 2014. Já acumula queda de 28%, e as projeções para este ano não estão animadoras. Há quem espere o quarto ano seguido de retração no investimento, como Silvia Matos, economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas. Ela calcula nova perda de 0,4%:

— Muita incerteza, política e econômica, e o excesso de ociosidade dificultam mais ainda a retomada dos investimentos. A demanda doméstica é fraca e vai demorar a crescer. Aliado a isso, os juros, que ainda são altos, também atravancam a construção civil. E os governos, de todas as esferas, não têm condições de investir.”


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102 visitas - Fonte: falandoverdades

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