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26/12/2016 18:00

Três anos depois nenhum tucano foi ao menos indiciado em escândalo de desvios do metrô

Jornal GGN – O esquema de cartel em contratos do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), do governo do Estado de São Paulo, vem sendo investigado há três anos, mas até o momento não houve nenhuma prisão.

Em torno de 30 pessoas, entre lobistas, empresários e ex-funcionários das estatais, foram denunciados pelo Ministério Público paulista. No entanto, as ações que apuram a participação de políticos no cartel não levaram à nenhuma acusação formal.

De acordo com o jornal o Estado de São Paulo, a Justiça deverá começar as ouvir as primeiras testemunhas em janeiro. Foram marcadas audiências em três das 12 ações penais que tramitam na justiça criminal paulista.

Em uma das audiências, serão ouvidas testemunhas de acusação do Ministério Público de São Paulo, que arrolou o ex-presidente do Metrô e futuro secretário de Transportes de prefeito eleito João Doria (PSDB), Sergio Avelleda.

Como comparação, em quase três anos a Operação Lava Jato conseguiu 120 condenações de investigados em primeira instância. Para Marcelo Menoni, promotor do Grupo de Atuação Especial de Repressão a Formação de Cartel e Lavagem de Dinheiro (Gedec), a falta de uma vara especializada em crimes financeiros e a estratégia dos advogados são responsáveis pelo demora.



No caso da Lava Jato, há uma força-tarefa de procuradores e policiais e um juiz especializado. Em São Paulo, somente um promotor investiga todos os casos dos cartel dos trens.

O caso veio à tona através da Siemens, multinacional que assinou um acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no qual denunciava o esquema, que ocorria desde 1995, passando pelas gestões de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB.

A empresa alemã combinava com outras companhias o resultado de licitações de contratos para reformar vagões e outros equipamentos ferroviários. A investigação apontou que executivos e funcionários públicos receberam propina para que o esquema funcionasse, e é estimado desvios da ordem de R$ 557 milhões.
Para o promotor, é “quase impossível” a ausência de apoio político ao cartel. “Analisando os documentos dessas licitações, fica claro que há uma combinação e acho pouco provável que quem trabalha diretamente com isso não perceba”, diz Mendroni, que crê que ainda existem carteis atuando dentro do governo do Estado de São Paulo.
Ao contrário do que ocorre na Lava Jato, a justiça de São Paulo demora de seis meses a um ano para aceitar as denúncias. Além disso, os pedidos de prisão preventiva solicitados pelo promotor não foram aceitos. Já a operação centrada em Curitiba tem utilizado largamente as prisões preventivas, temporárias e conduções coercitivas contra seus acusados.

O Grupo de Atuação Especial de Combate a Delitos Econômicos (Gedec) do Ministério Público de SP fez oito denúncias por cartel e fraudes em licitações contra executivos de empresas nacionais e internacionais.

Também foram apontadas suspeitas em outras licitações além das citadas pela Siemens, como na Parceira Público-Privada (PPP) da Linha 8 da CPTM.Uma das investigações principais, que investiga o envolvimento de de ex-diretores e ex-presidente da CPTM, está sob responsabilidade da Procuradoria da República em São Paulo.

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126 visitas - Fonte: falandoverdades

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