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16/12/2016 11:08

Malafaia é alvo de condução coercitiva em Operação da Polícia que investiga corrupção bilionária

O pastor evangélico Silas Malafaia, da Associação Vitória em Cristo, foi alvo de um mandado de condução coercitiva cumprido nesta sexta-feira 16 pela Polícia Federal no âmbito da Operação Timóteo, que investiga um esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral.



De acordo com a Polícia Federal, está sob investigação um suposto esquema liderado por um Diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Ele teria informações privilegiadas a respeito da chamada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que tem 65% de sua receita repassada aos municípios. De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, o diretor do DNPM é Marco Antonio Valadares Moreira.

Segundo as investigações, ciente das informações sobre as dívidas de royalties, esse diretor oferecia aos municípios os serviços de dois escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria para agilizar o recebimento dos créditos de CFEM.


Para a PF, trata-se de uma organização criminosa dividida em quatro núcleos: O primeiro era o núcleo captador, formado por um diretor do DNPM e sua esposa, que realizava a captação de prefeitos interessados em ingressar no esquema. O segundo era o núcleo operacional, composto por escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria em nome da esposa do diretor do DNPM, que repassava valores indevidos a agentes públicos.



O núcleo político era formado por agentes políticos e servidores públicos responsáveis pela contratação dos escritórios de advocacia integrantes do esquema. O núcleo colaborador, por sua vez, seria responsável por auxiliar na ocultação e dissimulação do dinheiro.

Malafaia é suspeito de compor este quarto núcleo. Segundo a PF, ele recebeu valores do principal escritório de advocacia responsável pelo esquema e pode ter emprestado contas correntes de uma instituição religiosa sob sua influência com a intenção de ocultar a origem ilícita dos valores.

O nome da operação da PF é uma referência bíblica, ao livro de Timóteo. Na explicação do nome da ação, a PF cita o versículo nove do capítulo seis a primeira epístola a Timóteo: "Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição."

Ainda segundo a PF, a operação colocou nas ruas 300 policiais federais para cumprir 29 conduções coercitivas, quatro mandados de prisão preventiva, 12 mandados de prisão temporária, o sequestro de três imóveis e bloqueio judicial de valores depositados que podem alcançar 70 milhões de reais. As ações ocorreram de forma simultânea no Distrito Federal e em 11 estados: Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins

A Justiça determinou ainda que os municípios se abstenham de realizar quaisquer atos de contratação ou pagamento aos escritórios de advocacia e à consultoria sob investigação.

"Não sou bandido", diz pastor

Malafaia afirmou em entrevista a jornalistas que a condução coercitiva foi uma "tentativa de desmoralizar" e classificou a operação como "molecagem", "canalhice" e "bandidagem".

"Recebo doações de 100 mil reais, 200 mil reais, de 50 mil reais, 30 mil reais, de 40 mil reais. Tudo declarado", disse segundo a Rádio Gaúcha. "Isso acontece com bandido. Eu tenho todas as minhas declarações do IR. Eu declaro todas as ofertas que eu recebo", afirmou.

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44334 visitas - Fonte: carta capital

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