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12/12/2016 18:51

Descontrolado, Moro grita novamente com advogados de Lula

O juiz federal Sérgio Moro, da Lava Jato, voltou a bater boca com os advogados de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O advogado Juarez Cirino dos Santos protestou contra uma pergunta feita pelo procurador Paulo Roberto Galvão de Carvalho para a testemunha Mariuza Aparecida da Silva Marques, engenheira da OAS que trabalhou no tríplex que o Ministério Público Federal diz ter sido recebido por Lula como pagamento de propina por parte da empreiteira.



Após a contestação, Moro disse ao advogado que ele estava sendo inconveniente e que o procurador podia prosseguir. O procurador perguntava à testemunha se Marisa Letícia, ex-primeira-dama, durante sua visita ao apartamento, foi tratada como uma possível compradora do imóvel ou como alguém a quem a propriedade já era destinada. O advogado disse a Moro que a pergunta já havia sido feita anteriormente e respondida. Mariuza disse que tanto Marisa como o filho, Lulinha, eram vistos como clientes em potencial.

Após Moro rejeitar o protesto e pedir que novas intervenções fossem evitadas, deu-se início ao bate-boca. "Você não pode cassar a palavra da defesa", disse Cirno ao magistrado. "Posso, porque o senhor está sendo inconveniente", respondeu Moro.



Cirino insistiu e afirmou que o procurador estava pedindo uma opinião à testemunha, nãos fatos. "Doutor, está sendo inconveniente. Já foi indeferida sua questão. Já está registrada e o senhor respeite o juízo!", disse Moro aos gritos.



"Eu? Mas, escuta, eu não respeito Vossa Excelência enquanto Vossa Excelência não me respeita enquanto defensor do acusado. Vossa Excelência tem que me respeitar como defensor do acusado, aí então Vossa Excelência terá o respeito que é devido a Vossa Excelência. Mas se Vossa Excelência atua aqui como acusador principal, Vossa Excelência perde todo respeito", rebateu o defensor de Lula.

"Sua questão já foi indeferida, o senhor não tem a palavra", disse Moro encerrando a discussão. Respondendo pela segunda vez à pergunta feita pelo procurador, Mariuza disse que Marisa e Lulinha eram tratadas como pessoas a quem o imóvel já estava destinado.

Em novembro, após um outro questionamento da defesa, Moro também indeferiu o pedido da defesa e disse que os advogados estavam sendo inconvenientes ao levantarem diversas questões de ordem.

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